Terá sido a Fosun, e não a norte-americana Apollo, o candidato escolhido para a próxima ronda negocial na venda do Novo Banco. O Banco de Portugal terá decidido optar por esta oferta, depois do fracasso das conversações com a Anbang. A próxima ronda negocial deverá estar concluída até 10 de setembro.

A informação foi avançada pelo Jornal de Negócios, que sublinha que a oferta apresentada pela Apollo, a única a ser melhorada no âmbito da terceira fase deste processo, será a terceira a ser alvo de negociações, no caso de a Fosun e o Banco de Portugal não chegarem a acordo.

O supervisor teve em conta as condições contratuais previstas na oferta da Fosun e não apenas o preço. Recorde-se que o grupo chinês comprou a seguradora Fidelidade e o grupo Espírito Santo Saúde.

O Banco de Portugal anunciou esta terça-feira que terminou sem acordo o período de negociação com o potencial comprador do Novo Banco.

O regulador explica ainda que há ainda uma terceira proposta em cima da mesa, sem nunca mencionar os nomes dos candidatos à compra do Novo Banco. A imprensa tem noticiado que era a seguradora chinesa Anbang que estava a negociar em exclusivo com o Banco de Portugal nesta quarta fase do processo de venda do Novo Banco. 

Na segunda-feira, o Novo Banco divulgou que registou prejuízos de 251,9 milhões de euros no primeiro semestre, mas excluindo fatores de natureza não recorrente, o resultado foi negativo em 188,9 milhões de euros. 

No sábado, o primeiro-ministro foi questionado pelos jornalistas sobre a possibilidade de a venda do Novo Banco poder representar um prejuízo mais elevado do que as previsões iniciais. 

Em resposta, Pedro Passos Coelho disse que o resultado da negociação da venda do Novo Banco será “o melhor que o Banco de Portugal conseguir alcançar", reafirmando a confiança em Carlos Costa, governador, e naquela instituição, revendo-se na estratégia adotada pelo regulador.