O crédito de cobrança duvidosa nos empréstimos à habitação bateu um novo recorde em fevereiro, atingindo o novo máximo histórico de 2.446 milhões de euros, segundo dados do Banco de Portugal (BdP) hoje divulgados.

Depois de ter descido em dezembro, o crédito malparado na habitação voltou a subir em fevereiro pelo segundo mês consecutivo, ao chegar aos 2.446 milhões de euros, mais 0,74% face a janeiro e mais 7,85% em relação há um ano atrás.

O crédito malparado nos empréstimos à habitação representa quase metade (47%) dos montantes de cobrança duvidosa, que em fevereiro se fixou nos 5.191 milhões de euros.

O malparado total de particulares aumentou em fevereiro em termos mensais, mas ainda assim está abaixo do máximo de 5.237 milhões de euros, de agosto do ano passado.

Além do aumento do crédito malparado nos empréstimos à habitação, em fevereiro também subiu o malparado no crédito ao consumo (para 1.414 milhões de euros) e a outros fins (para 1.332 milhões de euros), em ambos os casos ainda abaixo dos recordes a que chegaram o ano passado.

Apesar de o malparado na habitação ser o mais considerável em termos de montante, este representou em fevereiro apenas 2,14% do total de empréstimos à habitação (105,089 mil milhões de euros), enquanto nos empréstimos ao consumo foi de 11,87% do total de 1.414 milhões de euros e a outros fins foi de 12,88% do total de 1.312 milhões de euros.

No total, os empréstimos da banca a particulares diminuíram em fevereiro para 127,188 mil milhões de euros, menos 0,31% do que em janeiro e 4,34% do que há um ano.

O crédito à habitação caiu para 105,089 mil milhões de euros em fevereiro e os empréstimos ao consumo e a outros fins reduziram-se para 11,916 e 10,183 mil milhões de euros, respetivamente.

A maior fatia do malparado está no crédito às empresas, tendo aumentado em fevereiro pelo segundo mês consecutivo para 12,202 mil milhões de euros. O máximo de malparado foi atingido em novembro do ano passado, nos 12,328 mil milhões de euros.

Do total de malparado das empresas, em fevereiro, 4.279 milhões de euros eram resultantes de empréstimos à construção e 2.493 milhões de euros das atividades imobiliárias.

O malparado nas empresas representava 12,4% do total de crédito concedido a essas sociedades em fevereiro, que foi de 98,620 mil milhões de euros (valor quase igual ao registado em janeiro).