«Relativamente à Blackstone, o BdP teve conhecimento informal de um plano preliminar muito focado no BES, não tendo o mesmo sido objeto de discussão. De qualquer modo, os termos desse plano apresentavam-se totalmente inviáveis», salientou o supervisor bancário num documento hoje enviado ao presidente da comissão de inquérito parlamentar ao caso BES, o deputado social-democrata Fernando Negrão.










«Há contradições [antes da medida de resolução aplicada pelo supervisor ao BES no início da agosto]. Por um lado, fala-se da necessidade de reestruturação do Grupo Espírito Santo (GES), por outro, ao inviabilizar o 'private placement' de um fundo de capital disposto a colocar 70% de mil milhões de euros de um aumento de capital da Rioforte, impede-se essa reestruturação», afirmou o líder histórico do Banco Espírito Santo (BES).


«Em carta apresentada ao governador do BdP, mostrei que tinha investidores privados interessados na operação de aumento de capital Rioforte», afirmou Ricardo Salgado.


«Era a Blackstone, que é um dos maiores fundos de 'private equity', e que, a nosso convite, tinha mostrado disponibilidade para participar no aumento de capital» da Rioforte, revelou.