O Banco de Portugal deu «luz verde» aos responsáveis que integram os órgãos sociais da Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD) na terça-feira, revelou esta quarta-feira aos jornalistas o presidente executivo da entidade, José Figueiredo.

«Recebemos ontem [terça-feira] a autorização do Banco de Portugal relativa aos órgãos sociais», afirmou o responsável durante a conferência de imprensa que se seguiu à assinatura no Ministério da Economia dos protocolos de duas novas linhas de financiamento (PME Crescimento 2015 e Apoio à Revitalização Empresarial), que disponibilizam 1,4 mil milhões de euros e 50 milhões de euros, respetivamente.

De resto, encontra-se já em fase de apreciação pelo supervisor a autorização de funcionamento da IFD, instituição que tem sido vulgarmente apelidada de banco de fomento, tendo José Figueiredo manifestado a sua sensação que a mesma seja dada nos próximos meses.

José Figueiredo esclareceu ainda que a IFD já recebeu autorização da Comissão Europeia para gerir 1,5 mil milhões de euros de fundos estruturais, aguardando-se agora a autorização da sua constituição como banco de desenvolvimento.

E, para que a IFD possa funcionar como holding financeira do Estado, terá que receber nova autorização de Bruxelas, precisou o líder da entidade.

No final de dezembro, o economista Alberto Castro foi anunciado como presidente da IFD, entidade através da qual o Governo pretende «colmatar as insuficiências» no financiamento das pequenas e médias empresas (PME).

O conselho de administração da IFD, mais conhecida como banco de fomento, será presidido pelo docente da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica do Porto e terá como líder executivo José Figueiredo.
São ainda nomeados, como administradores executivos, Ricardo Luz, Elísio Brandão e Maria João Nunes e, como administradores não executivos, Richard Pelly, Eduardo Cardadeiro, Estela Barbot e Altina Gonzalez.

A IFD vai assumir a gestão de instrumentos financeiros com recurso a financiamento de fundos europeus estruturais e de investimento e a gestão dos fundos resultantes do reembolso de incentivos reembolsáveis dos diferentes períodos de programação no âmbito dos fundos europeus.