Atualmente há quatro instituições bancárias que estão sujeitas a auditorias forenses, incluindo o BES e o Montepio.

Mas segundo apurou o Diário Económico junto do Banco de Portugal, não é necessária a existência de indícios criminais ou fraudulentos, como sucedeu no BES, para que o regulador possa desencadear o processo. E as auditorias forenses vão mesmo passar a ser regulares.

Na sequência do «Programa Especial de Inspeções», realizado em 2011, o governador Carlos Costa decidiu incluir, no quadro da supervisão regular do sistema bancário, auditorias periódicas e transversais sobre a carteira global de créditos ou sobre classes de ativos mais expostas aos desenvolvimentos macroeconómicos ou de mercado.

As auditorias forenses são realizadas por equipas multidisciplinares de auditores e juristas e estão mais focadas na avaliação das práticas de governo interno de uma determinada instituição.