A atividade económica aumentou em agosto para níveis de 2000, enquanto o consumo privado registou uma “ligeira diminuição” face a julho, de acordo com os indicadores coincidentes divulgados hoje pelo Banco de Portugal (BdP).

Segundo os dados do BdP, a atividade económica manteve “a trajetória ascendente observada desde o quarto trimestre de 2016”, fixando-se nos 3,8% em agosto, depois dos 3,5% de julho.

De acordo com as séries históricas disponibilizadas pelo BdP, o crescimento da atividade económica em agosto é o mais elevado desde fevereiro de 2000.

Dados que suregm no mesmo dia em que o Fundo Monetário Internacional (FMI) confirmou a revisão em alta de as previsões de crescimento para este ano e para o próximo em Portugal. No relatório divulgado sexta-feira, ao abrigo do artigo IV, numa altura em que o Governo está a preparar a proposta de Orçamento de Estado para 2018 (OE2018), a instituição reafirma que prevê que Portugal cresça 2,5% este ano, contra os 1,3% anteriores.

Já o défice deve ficar nos 1,5% este ano.

Quantos aos avisos, no documento que hoje foi disponibilizado na íntegra, permanecem os receios em torno da banca e do malparado, embora o FMI reconheça os esforços feitos para inverter a situação. E a necessidade de medidas estruturais que conduzam ao investimento.