A nova nota de cinco libras em plástico – com a figura de Winston Churchill - entrou hoje em circulação no Reino Unido e deverá circular por todo o país nas próximas semanas.

“A nota de cinco libras presta uma homenagem a um dos maiores estadistas dos nossos tempos, Winston Churchill, que frisou que uma Nação que esquece o seu passado não tem futuro”, disse o Governador em comunicado.

De acordo com o Banco de Inglaterra há várias justificações para esta decisão que não é inédita mas ainda está a dar os primeiros passos na Europa.

Melhor para o ambiente e mais difícil de falsificar, são apenas algumas das características que o Banco de Inglaterra atribui ao novo ex-libris das notas que entra em circulação em terras de sua Majestade.

No site da instituição pode ler-se que “as notas de polímero [plástico fino e flexível] são melhores para o ambiente. Porque duram mais, teremos de imprimir menos notas. O que significa menos energia utilizada no fabrico e caixas de transporte”.

Além disso, “quando uma nota de polímero atingir o fim da sua vida pode ser reciclada em novos produtos de plástico”.

Em termos de segurança, diz o Banco de Inglaterra que, a nova nota de cinco libras tem uma série de recursos de segurança que a tornam mais difícil e falsificar. “Armadilhas” que incluem a janela transparente e a folha da Elizabeth Tower, que é ouro na parte frontal da nota e de prata na parte detrás.

A instituição reconhece que "apenas uma pequena proporção de notas são falsificadas - 0,0075 % em 2015 - mas queremos ficar um passo à frente dos falsificadores e estes novos recursos de segurança podem ajudar".

A resistência também foi considerada. Cada nova nota de polímero deve durar, pelo menos, 2,5 vezes mais do que as notas de papel atuais. Isso porque o polímero é mais forte do que o papel, o que faz com que as notas possam suportar mais e ser, repetidamente, dobradas em carteiras ou amassadas no bolso.

Em maio de 2017, o Banco de Inglaterra prevê descontinuar a atual nota de cinco libras em papel.