A inflação homóloga no Reino Unido desceu em dezembro para 2%, objetivo do Bando de Inglaterra desde 2009, informou esta terça-feira o instituto de estatística britânico.

Depois de meses de progressivas descidas, o índice de preços no consumo (IPC) fechou 2013 dentro das expetativas oficiais, depois de ter subido até aos 2,1% em novembro e acima dos 5% em 2011.

O IPC britânico situou-se no final de 2013 no nível mais baixo desde novembro de 2009, ano que se seguiu ao rebentar da crise creditícia global, quando se situou em 1,9%.

A descida da inflação resultou da queda dos preços da alimentação e das bebidas não alcoólicas, bem como dos serviços e bens de lazer.

Esta pressão foi contrabalançada pelo encarecimento da gasolina e do gás e da eletricidade.

Este último dado da inflação é um alívio para o banco de Inglaterra, cuja política monetária depende em grande parte de manter sob controlo a inflação.

O Banco de Inglaterra comprometeu-se a subir as taxas de juro, atualmente no mínimo histórico de 0,5%, quando o desemprego descer até aos 7% (atualmente 7,4%), mas sempre e quando a inflação estiver controlada.

A diminuição do desemprego e da inflação nos últimos meses juntam-se ao progressivo crescimento da economia do Reino Unido, que espera ter terminado 2013 com um aumento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,4%.