A Espanha, quarta economia da zona euro, terminou 2013 com um défice público de 6,62% do Produto Interno Bruto (PIB), ligeiramente acima dos 6,5% que se tinha comprometido a respeitar, anunciou hoje o ministro do Orçamento, Cristobal Montoro.

«É um número positivo, tanto mais que foi um ano de recessão» durante o qual o PIB recuou 1,2%, disse o ministro aos jornalistas, após uma reunião do Conselho de Ministros.

O défice continua acima do limite europeu de 3%, mas fica abaixo das derrapagens dos últimos anos: em 2011, a Espanha teve um défice de 9,07% do PIB, quando o objetivo era 6%, e em 2012 o défice representava 6,84% do PIB, quando a meta era 6,3%.

«Espanha está a reduzir o défice público», sublinhou Cristobal Montoro, apontando que o país está a entrar «numa fase de recuperação económica», com um crescimento modesto de 0,1% no terceiro trimestre de 2013 e de 0,2% no quarto trimestre.

Para os primeiros três meses de 2014, o Governo prevê um crescimento pelo menos igual ao do final de 2013, indicou recentemente o ministro da Economia, Luís de Guindos.

O Governo prevê que em todo o ano de 2014 haja um crescimento de 1%, enquanto o Banco de Espanha se mostra mais otimista e espera um crescimento de 1,2%.

Espanha continua, no entanto, com uma taxa de desemprego muito elevada, 26,03%, o que prejudica o consumo das famílias e fragiliza as empresas, que tiveram um número recorde de falências em 2013.