O Banco Central Europeu (BCE) pode divulgar na quinta-feira mais detalhes do programa alargado de compra de ativos que anunciou em janeiro, após uma reunião de política monetária que decorre em Chipre.

Na conferência de imprensa que se seguiu à reunião de 22 de janeiro, o presidente do BCE, Mario Draghi, anunciou que a instituição começaria em março a comprar mensalmente 60 mil milhões de euros de dívida pública e privada, justificando a medida com o persistente nível baixo de inflação.

Na ocasião, Draghi explicou que este programa de compra de ativos vai durar pelo menos até ao final de setembro de 2016 e disse que a iniciativa obteve o acordo da «larga maioria» dos membros do conselho de governadores.

O conselho de governadores realiza a sua segunda reunião de política monetária de 2015 em Nicósia, Chipre, já que duas vezes por ano estas reuniões decorrem fora da sua sede, em Frankfurt.

A maior parte dos analistas prevê que o BCE mantenha a sua taxa de juro diretora no mínimo histórico de 0,05%, após sete descidas em três anos.

Na quinta-feira, o BCE divulgará também as suas previsões económicas para 2015, 2016 e 2017.

As previsões publicadas em dezembro apontavam para um crescimento da economia na zona euro em 2015 de 1% com uma inflação de 0,7%. Para 2016, o BCE avançava com uma previsão de crescimento de 1,5% e com uma inflação de 1,3%.

A Grécia e a situação de liquidez dos bancos gregos deverá ser outro assunto em discussão na reunião do BCE, que há um mês deixou de aceitar dívida grega como garantia nas operações de refinanciamento.

No passado dia 18 de fevereiro, o BCE decidiu, no entanto, prolongar o acesso dos bancos gregos ao mecanismo de empréstimos de emergência, que tem sido uma tábua de salvação para o setor bancário da Grécia e aumentou o seu limite máximo para 68,3 mil milhões de euros.