Os trabalhadores do Montepio ainda não desistiram de verem reposto o subsídio da isenção de horário que lhes foi retirado pela atual administração. E querem que tal aconteça antes de iniciarem as negociações para o acordo de empresa.

O presidente do Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) apelou neste domingo ao fim dos cortes dos subsídios de isenção de horário no Montepio, afirmando que é um mau começo para negociar o acordo de empresa, noticia o Público.

A decisão partiu da administração da Caixa Económica Montepio Geral – o chamado banco Montepio - e foi conhecida no final de Julho, com o banco a justificar a medida com o "respeito pela vida privada dos colaboradores", que assim ficarão com mais tempo para família e amigos, e com a "preservação de postos de trabalho".

No entanto, a decisão – que afectou 30% dos trabalhadores com isenção de horário - não foi bem acolhida pelo sindicato.

Segundo o presidente do SNQTB, Paulo Marcos, embora em termos legais a isenção de horário se destine a compensar acréscimos de trabalho recorrentes, “a tradição bancária é usar este subsídio para poder pagar acima das tabelas remuneratórias”.

Paulo Marcos salientou que o Montepio decidiu, unilateralmente, cortar 30% das isenções de horário dos trabalhadores que as tinham, afetando cerca de metade dos funcionários do banco, com particular incidência sobre os que vieram do ex-Finibanco, o que leva o SNQTB a partir de “pé atrás” para as negociações do acordo de empresa.