A Comissão Europeia valorizou este domingo a «tendência positiva» dos resultados dos testes de stress dos bancos europeus, mas sublinhou que não há espaço para «a complacência».

O BCP foi o único dos três bancos portugueses que chumbou no cenário mais adverso dos testes de resistência conduzidos pelo Banco Central Europeu (BCE) e pela Autoridade Bancária Europeu, enquanto a CGD e o BPI tiveram nota positiva.

Em comunicado, citado pela Lusa, Bruxelas recordou que desde o início da crise financeira «tem havido importantes melhoras no marco regulador europeu, o nível e a qualidade do capital dos bancos e a supervisão reforçaram de maneira considerável a resistência dos bancos europeus».

O executivo comunitário acrescentou que «os resultados de hoje sobre as extensas provas de stress e o relatório completo, que representa o escrutínio mais intenso levado a cabo na Europa, confirmam globalmente uma tendência positiva» e representam «um importante passo para o mecanismo de supervisor único, que a componente chave da União Bancária».

No entanto, adverte que «não há lugar para a complacência».

A Comissão Europeia considerou que este tipo de exercícios, «sem precedentes em escala e entre os mais rigorosos do mundo» facilitam um alto nível de transparência no balanço dos bancos europeus e da sua exposição e «permitem a identificação e correção de qualquer vulnerabilidade que possa manter-se».

Bruxelas salienta que «são uma parte integral dos esforços dos responsáveis políticos para construir um setor bancário sólido e estável ao preparar o caminho para uma ação de correção adequada, que deverá ter em conta a alta qualidade do capital adicional que os bancos aumentaram desde janeiro de 2014».

A Comissão Europeia acrescentou que nos exercícios onde foram identificadas deficiências, as autoridades competentes, incluindo o BCE e o supervisor único que passará a existir a partir de 04 de novembro, «deverão determinar e adotar qualquer ação de supervisão necessária».

Para a Comissão Europeia é «absolutamente crucial» levar a cabo «ações de acompanhamento rigorosas e a tempo dos resultados dos exercícios».

Caso haja falta de dinheiro estatal, a Comissão aplicará as regras de ajudas de Estado, acrescentou.