O presidente executivo do Santander Totta disse hoje que no primeiro trimestre saíram do banco cerca de 50 trabalhadores, por acordo mútuo ou por reforma, e que houve seis fusões de balcões, recusando ter metas de redução de pessoal.

António Vieira Monteiro recusou haver despedimentos no banco e frisou que na política de balcões, o Santander não procedeu a alterações nem vai proceder, referindo que houve "fusões" e "integrações", já que atualmente o Santander "é um aglomerado de bancos".

"O que fazemos são fusões de balcões" e as reduções de pessoal "fazem-se por acordo ou por reformas", afirmou o presidente executivo do Santander na apresentação de resultados relativos ao primeiro trimestre, em Lisboa, garantindo que "não há plano de despedimentos."

Segundo disse, nos primeiros três meses do ano saíram por estas duas vias "cerca de 50 trabalhadores" e registaram-se "seis fusões" de balcões.

O lucro do banco aumentou 5% para 130,5 milhões de euros no primeiro trimestre face ao período homólogo, impulsionado pela melhoria de 34,6% da margem financeira, anunciou hoje o banco.

Nos primeiros três meses de 2018, a margem financeira (diferença entre juros cobrados em créditos e juros pagos em depósitos) do Santander Totta situou-se nos 231,2 milhões de euros, “refletindo o crescimento orgânico e a integração do ex-Banco Popular Portugal”, refere o banco presidido por António Vieira Monteiro.

Até março, o crédito total cresceu 25,5%, para 41,5 milhões de euros, tendo-se as quotas de mercado de produção de crédito a empresas e habitação situado nos 21,0% e 23,2%, respetivamente, no final de fevereiro.

As comissões líquidas aumentaram 10,2%, para 93,9 milhões de euros, “beneficiando essencialmente do impacto positivo das comissões de fundos e seguros comercializados pelo banco e de meios de pagamento”.