O Reino Unido vai vender uma participação de 6%, resultante do apoio estatal, no grupo Lloyds, que tem como presidente executivo o português António Horta Osório, um primeiro passo para o regresso do banco ao setor privado.

A UK Financial Investiments (UKFI), entidade responsável pela gestão das participações do Estado no banco, disse hoje em comunicado que irá tentar vender 4,28 mil milhões de ações a investidores institucionais.

O governo britânico está empenhado em recuperar 20 mil milhões de libras (cerca de 24 mil milhões de euros) do dinheiro dos contribuintes que foi aplicado no grupo, no auge da crise financeira global.

«A UKFI anuncia a sua intenção de vender parte da sua participação acionista no grupo Lloyds», refere a entidade em comunicado divulgado após o fecho da bolsa de Londres.

«A venda destas ações será feita através de uma colocação junto a investidores institucionais», explicou.

O Bank Of America - Merrill Lynch, o JP Morgan Cazenove e o UBS Investment Bank são os bancos que vão assessorar a operação.

De acordo com a France Presse, tendo em conta o preço das ações do Lloyds no fecho de hoje da bolsa de Londres, a venda poderá representar cerca de 3,31 mil milhões de libras (cerca de 3,95 mil milhões de euros, à taxa de câmbio atual).

O grupo Lloyds resultou da fusão do Lloyds TSB e do HBOS no início da crise financeira global, em 2008.

No entanto, o HBOS foi considerado com investimentos imobiliários tóxicos ou de alto risco e o Lloys Banking Group acabou por receber uma vasta ajuda estatal sob a administração Trabalhista.