Os potenciais interessados na compra do Novo Banco não deverão aceitar assumir o risco da litigância associada ao processo de resolução do antigo BES, segundo as fontes do mercado ouvidas pelo Diário Económico.

Se o preço for o principal critério a ter em conta na seleção das propostas, como consta do caderno de encargos, o tema dos riscos de litigância entre vendedor e potenciais compradores promete ser crucial.

E porquê? Em causa estão processos já colocados ou que possam ainda ser colocados por parte de acionistas, investidores ou clientes. O caderno de encargos, divulgado na semana passada, é omisso em relação a quem assume estes riscos.

Também há a possibilidade de avançarem em tribunal questionando medidas concretas tomadas no âmbito da resolução. Mesmo que o tribunal dê razão aso queixosos, o Banco de Portugal pode invocar causa legítima para não reverter a medida em questão podendo ser, em seu lugar, decidido o pagamento de indemnizações.