Com a recapitalização que vai receber, o Novo Banco fica em condições de cumprir com os rácios de capital exigidos pelo Banco Central Europeu (BCE). O banco passa a ter um rácio de capital de 13%.
 
A instituição liderada por Stock da Cunha vai ser recapitalizado em praticamente dois mil milhões de euros e este reforço vai ser feito à custa dos investidores institucionais que tinham obrigações sénior do Novo Banco e que agora passam para o ‘BES mau’.
 

“O Novo Banco está em condições de cumprir os requisitos de capital que decorrem dos exercícios que foram efetuados pelas Autoridades de Supervisão, nomeadamente, o recente Comprehensive Assessment / Stress Test”, refere o comunicado do Novo Banco.

 

“Conforme comunicado pelo Banco de Portugal, a deliberação protege todos os depositantes do Novo Banco e não afeta quaisquer outras emissões de obrigações, incluindo as obrigações abrangidas pelos acordos celebrados entre o Novo Banco e os seus clientes”, prossegue.


O BdP garante que esta é a última vez que altera o perímetro do Novo Banco e do ‘BES mau’, que agora vai entrar em liquidação.

"O Banco de Portugal, para além de haver procedido a um ajustamento final do perímetro de ativos, passivos, elementos extrapatrimoniais e ativos sob gestão transferidos para o Novo Banco (em particular, no que respeita a responsabilidades e contingências), decidiu também solicitar ao Banco Central Europeu que procedesse à revogação da autorização do BES enquanto instituição de crédito", refere a nota do Novo Banco.

"Resulta ainda da deliberação que as referidas decisões constituem a alteração final e definitiva do perímetro de ativos, passivos, elementos extrapatrimoniais e ativos sob gestão transferidos para o Novo Banco, deixando, em consequência, de se poder efetuar qualquer transmissão ou retransmissão de quaisquer outros elementos entre os balanços do Novo Banco e do BES ao abrigo de poderes de resolução", conclui.