O Novo Banco registou prejuízos de 251,9 milhões de euros no primeiro semestre, mas excluindo fatores de natureza não recorrente o resultado foi negativo em 188,9 milhões de euros, anunciou esta segunda-feira a instituição.

Os créditos a grandes clientes, que o Novo Banco herdou do BES, estão a penalizar a instituição liderada por Stock da Cunha. Só no primeiro semestre, o Novo Banco perdeu 103 milhões devido a juros registados de forma indevida.

Entre os fatores de natureza não recorrente está a imparidade relativa à Pharol SGPS/Oi, no montante de 55,4 milhões de euros, a reavaliação de passivos, de 59,4 milhões de euros, as provisões para outros ativos e contingências de 59,4 milhões de euros negativos e os custos com reformas antecipadas e indemnizações, de 7,6 milhões de euros, de acordo com informação divulgada pela instituição financeira.

O resultado financeiro ascendeu a 214,7 milhões de euros e os serviços a clientes a 193,2 milhões de euros.


Crédito a clientes recuou 1,2 mil milhões 


O crédito líquido a clientes do Novo Banco caiu 1,2 mil milhões de euros no primeiro semestre e diminuiu três mil milhões de euros em relação ao balanço de abertura, anunciou também esta segunda-feira a instituição financeira.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o Novo Banco adianta que nos primeiros seis meses do ano "a redução da carteira foi extensiva a todos os segmentos, tendo o crédito à habitação diminuído 221 milhões de euros (-2,2%), o outro crédito a particulares 72 milhões de euros (-4,0%) e o crédito a empresas 696 milhões de euros (-2,5%)".

A redução do crédito, refere o banco liderado por Stock da Cunha, aliada ao "aumento expressivo dos depósitos no primeiro semestre" e à venda de ativos financeiros "possibilitaram a geração de liquidez que permitiu concretizar uma redução do financiamento junto do SEBC e a melhoria do rácio de transformação".