O governador do Banco de Portugal afirmou esta quarta-feira no parlamento que o processo de venda do Novo Banco está na reta final, uma vez que se entrou na fase das "ofertas vinculativas", a serem entregues até 30 de junho.

Carlos Costa, que esta manhã está a ser ouvido na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública, reafirmou que existem cinco interessados e que estes estão a realizar o 'due dilligence' (investigação aprofundada ao Novo Banco) para depois apresentarem as suas propostas vinculativas, seguindo-se um período de negociação.

O responsável máximo do Banco de Portugal adiantou igualmente que "mantém a Comissão Europeia e o Tribunal de Contas permanentemente informados sobre o processo", sendo que a implementação da medida de resolução, a atuação sancionatória e o processo de venda do Novo Banco "continuam a absorver uma parte importante dos recursos" do supervisor.

Carlos Costa disse ainda que, após 10 meses da decisão de intervenção no Banco Espírito Santo, pode-se "reconhecer que não está em perigo a estabilidade do sistema financeiro nacional", o que não quer dizer que não se tenha de avançar com medidas e uma "reflexão profunda" para combater situações idênticas no futuro.