O Novo Banco terá ficado com a provisão de 365 milhões de dólares (267 milhões de euros) que o BES constituiu em julho para assegurar o reembolso da dívida do Grupo Espírito Santo subscrita pela petrolífera venezuelana PDVSA, revela o Diário Económico.

Mas tudo indica que essa provisão será anulada e sair do balanço definitivo do Novo Banco, que assim terá menores necessidades de capital do que o inicialmente previsto. A menos, claro, que surjam surpresas negativas.

Esta provisão foi constituída no final de julho e contribuiu, juntamente com outras perdas detetadas pela KPMG, para o prejuízo de 3,6 mil milhões de euros que precipitou o resgate do BES.

Ainda não é certo que esta provisão ficará no Novo Banco, ou no BES, mas a verdade é que outros passivos da Venezuela foram para ao «banco bom», nomeadamente o empréstimo de 835 milhões de euros que o Goldman Sachs concedeu ao BES em julho para financiar a reconstrução de uma refinaria no país.

A petrolífera venezuelana era um dos maiores clientes do BES, com mais de dois mil milhões de euros de depósitos, mas também era um dos principais investidores em dívida do Grupo Espírito Santo.