O plano de reestruturação do Novo Banco deverá seguir para Bruxelas esta sexta-feira, apurou a TVI.

É um plano a quatro anos, desenvolvido pela equipa de Stock da cunha, e que pretende demonstrar a viabilidade da instituição perante a Comissão Europeia.

O banco terá de fechar balcões e reduzir postos de trabalho, já que a atual estrutura de custos é semelhante à do antigo BES, um fardo incomportável para a nova instituição.

Recorde-se que o Novo Banco registou prejuízos superiores a 500 milhões de euros de janeiro a setembro.

A reestruturação inclui também a necessidade de recapitalizar o banco em 1,4 mil milhões de euros, uma exigência do Banco Central europeu e que será levada a cabo, em parte, pela venda de ativos não estratégicos, como a área dos seguros e a venda de outras instuições bancárias no estrangeiro.

Só depois da comissão Europeia aprovar o plano é que o Banco de Portugal poderá reabrir o processo de venda do Novo Banco.

Se a estratégia de viabilização de Stock da Cunha falhar, o novo Banco poderá ficar sujeito a uma intervenção ao abrigo das novas regras do Fundo de Resolução, que entram em vigor a partir de janeiro de 2016.