O Montepio Geral registou um resultado líquido negativo de 59,5 milhões de euros entre janeiro e setembro, quando em igual período de 2014 tinha apresentado um lucro de 19,5 milhões de euros, informou o banco mutualista.

O banco liderado por José Félix Morgado realçou em comunicado que, apesar do prejuízo apurado, em termos recorrentes houve uma melhoria do resultado líquido de 211,5 milhões de euros para -130,5 milhões de euros (contra o resultado líquido recorrente de -342 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2014).

Isto, porque houve uma redução de 224 milhões de euros nos resultados de operações financeiras, que atingiram 145,7 milhões de euros, "devido ao menor contributo dos resultados da alienação de títulos de dívida pública portuguesa", justificou o Montepio.


Banco quer voltar aos lucros para o ano


O presidente do Montepio Geral, José Félix Morgado, destacou a melhoria dos resultados recorrentes do banco nos primeiros nove meses do ano, apesar do prejuízo apurado, apontando para o regresso aos lucros, pelo menos em termos trimestrais, em 2016.

"É de salientar o início de uma redução dos gastos operacionais [na atividade doméstica], em cerca de 0,9%, acompanhado de um crescimento de 6,8% dos resultados com comissões do segundo para o terceiro trimestre, que reflete já o plano estratégico que tem em vista retomar no mais curto prazo os resultados do Montepio para patamares positivos", afirmou em declarações telefónicas à agência Lusa o gestor.

E acrescentou: "De acordo com o plano estratégico de que falaremos com mais detalhe no próximo mês, em 2016 já teremos trimestres com resultados positivos".

O banco liderado por José Félix Morgado realçou que, apesar do prejuízo apurado, em termos recorrentes houve uma melhoria do resultado líquido de 211,5 milhões de euros para -130,5 milhões de euros (contra o resultado líquido recorrente de -342 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2014).

"Destaco a melhoria dos resultados recorrentes em cerca de 211 milhões de euros, não obstante que, em termos de resultado líquido, este se tenha cifrado em -60 milhões [de euros], ainda determinado pelo peso das imparidades que, apesar de se terem reduzido significativamente, apresentam ainda um valor acima do que é a média do setor e do que é o histórico do Montepio", assinalou José Félix Morgado.

De resto, o responsável apontou ainda para o nível do capital apresentado em setembro pelo banco mutualista, "com o reforço da solvabilidade, traduzida na melhoria do rácio 'core tier 1' de 8,51% para 9,30%" que, segundo o próprio, "reflete, de facto, a concretização de um conjunto de medidas estratégicas que conduziram à mitigação de riscos e a um menor consumo de capital da Caixa Económica" Montepio Geral.

"Por outro lado, também há melhoria da liquidez, que se fixou já em níveis de 90%, bastante acima do mínimo regulamentar e que nos deixa numa posição confortável para as metas já de 2018", realçou.

E concluiu: "Esta evolução reflete-se na melhoria dos 'ratings' de todas as agências (Moody's, Fitch, Standard and Poor's e DBRS) e reflete a solidez e a liquidez confortável em termos de balanço da Caixa Económica".