A banca esteve em debate hoje no Parlamento, a pedido do PS, mas para o PSD o debate foi um ato falhado.

PSD, CDS, mas também Bloco de Esquerda quiseram saber qual o montante que o Estado precisa para injetar na Caixa Geral de Depósitos.  O PS não respondeu, numa discussão em que não esteve presente nenhum elemento do Governo.

o que os senhores fizeram no passado não foi viabilizar o modelo de negócio dos bancos. O que fizeram foi tentar encher um balde furado. Podem pôr o capital que quiserem se o balde estiver furado estão a deitar dinheiro para a rua. E foi isso que aconteceu", disse João Galamba, deputado do PS.

E dos parceiros do Governo chegam reforços. Primeiro, de Miguel Tiago pelo PCP: “quando o PCP lhe perguntava sobre a situação do Banif, e a senhora deputada dizia que nem percebia a pergunta porque no Banif estava tudo bem. Quando o PCP lhe perguntava sobre a situação do BES e a senhora deputada dizia que o Governo não tem que se preocupar com os bancos privado.”

E depois de Mariana Mortágua pelo Bloco de Esquerda, “debaixo do tapete. Nada aconteceu. Enterramos a cabeça na areia, pode ser que ninguém note”.

Mas Mortágua não resistiu a questionar o seu aliado político. “O PS também tem muito para esclarecer. É preciso esclarecer os montantes de capitalização da Caixa. Não é por acaso que as pessoas querem saber e têm o direito de saber"

Perto do final do debate, o PSD retirava conclusões. “Este é um flagrante ato falhado da iniciativa parlamentar. Pensei que vinha a este debate ouvir as respostas que os portugueses anseiam ver respondidas por parte do Partido Socialista”, disse Luís Montenegro.

À acusação o CDS acrescentou dois alvos. “O Bloco de Esquerda Transformou-se num paraíso politíco. Lava todas iniciativas negativas do Partido Socialista e o PCP sempre viveu no passado e continua”, acrescentou João Almeida.

Antes Maria Luís Albuquerque, a ex-ministra das Finanças, visada por todas as críticas da esquerda invocou a experiência de Governação para questionar a recapitalização do banco público.

Dizem que eu sabia o que se passava na Caixa. Pois sabia, e por isso não percebo de onde veem 4 ou 5 mil milhões”.

Para logo tentar desmontar a estratégia económica da geringonça.

E aparecem as desculpas. É o Governo anterior. É a Europa. É o Brexit. Os cofres, que cheios no Governo anterior eram um insulto aos portugueses e agora, que infelizmente já estão menos cheios, são um argumento usado pelo ministro das Finanças para tranquilizar quem de fora nos olha com crescente preocupação”, acrescentou aex-ministra.

Num debate feito de acusações nem um fato ou dado novos foram acrescentados à situação financeira da Caixa Geral de Depósitos