No próximo ano, Fernando Ulrich não poderá ser reconduzido como presidente do BPI, uma vez que a empresária angolana Isabel dos Santos chumbou a proposta de alteração dos estatutos.

A Assembleia Geral do BPI, que decorreu esta manhã, rejeitou uma alteração aos estatutos, que permitiria ao actual CEO Fernando Ulrich ser reeleito para um novo mandato, e outra que autorizaria a administração a deliberar aumentos de capital até 500 milhões de euros, segundo accionistas.

A aprovação destas alterações precisava de recolher o apoio de uma maioria qualificada, ou seja 2/3 dos votos.

O BPI está sob uma aquisição/fusão do maior accionista Caixabank e tem de reduzir a exposição a Angola.

Os accionistas rejeitaram uma alteração ao artigo 29 dos estatutos para acabar com a restrição que impõe que os membros da Comissão Executiva (CE) não possam ser reeleitos se em 31 de Dezembro do ano anterior tiverem mais de 62 anos.

O actual presidente executivo Fernando Ulrich, que completou 64 anos no passado dia 26 de abril, não pode ser reeleito sem a alteração desse artigo.

Outro ponto rejeitado foi a alteração ao artigo 4 dos estatutos, em que o Conselho de Administração ficaria autorizado a deliberar aumentos de capital e a definir todos os seus termos e características, desde que que o valor total dos aumentos de capital não exceda 500 ME.

Esta manhã, o Caixabank afirmou que já não há negociações sobre BPI, apenas sobre "risco de Angola".