O presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), Fernando Faria de Oliveira, considerou hoje que Portugal tem que continuar a seguir o caminho de ajustamento dos últimos anos, concentrando esforços no objetivo da retoma económica.

Questionado pela agência Lusa sobre a sua opinião acerca da decisão governamental de optar por uma saída limpa da troika, Faria de Oliveira disse que «foi escolhida a solução que era mais provável».

Ainda assim, na sua opinião, «o mais importante é manter o rumo que tem sido seguido» por Portugal, colocando um «acento tónico muito forte no crescimento».

Faria de Oliveira falava à margem da conferência 'Trazer a Europa de volta ao trabalho', promovida pelo Banco Espírito Santo (BES) e pelo jornal Expresso, em Lisboa.

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, anunciou no domingo que o Estado português poderá regressar aos mercados financeiros sem necessidade de um «programa cautelar», concluindo assim a intervenção direta da troika em Portugal. No jargão dos meios políticos, este processo é descrito como uma saída limpa.