Manhã de ganhos na Europa com o PSI20 a não ser exceção. Ganha 0,37% para 4.696,87 pontos, num dia em que os sinais vindos da Ásia entusiasmaram os investidores, já que o Banco do Japão resolveu aumentar o apoio dado ao Governo nipónico no sentido de estímulos à economia.

Além da conjuntura internacional, é a época de apresentação de resultados que continua a ditar o andamento bolsista. A Galp conseguiu ganhar na abertura, a beneficiar ao encaixe de 700 milhões que fará com a venda de uma posição no negócio de infraestruturas de gás natural em Portugal a um consórcio japonês, mas acabou por sucumbir à quebra de 29% nos resultados trimestrais e de 20% semestrais. A petrolífera justificou-se com a descida de preços e margem. As ações descem 0,16% para 12,075 euros.

A EDP também acabou por ganhar menos 20% no semestre e está a ser penalizada em bolsa, a perder 0,43% para 2,974 euros. O presidente executivo da empresa, António Mexia, justificou a descida nos resultados, com os 21 milhões de euros em imparidades com o BCP e os 59 milhões pagos ao Estado pela contribuição extraordinária do setor energético (CESE). A energética também foi penalizada com a diminuição da atividade no Brasil.

Sinal negativo ainda para a Altri que cai 1,01% para 3,410 euros, após a descida do preço da pasta de papel ter levado a uma derrocada de resultados de 46% entre janeiro e junho.

Mas as atenções estarão hoje viradas para o BCP. A instituição liderada por Nuno Amado apresenta, às 21:00, os resultados do semestre e, em paralelo, a avaliação das instituições europeias à qualidade do capital do banco. Ontem o Negócio noticiava que os resultados dos testes de stress são bons para a instituição portuguesa. Uma referência importante, numa altura em que, ainda esta semana, o espanhola El País, avançada que os bancos alemães, italianos e portugueses, são os que estão pior na fotografia europeia dos testes.

O BCP sobe 1,58% para 0,0192 euros.