O comprador do Novo Banco terá liberdade legal para avançar com uma solução comercial para os clientes de retalho com papel comercial do Grupo Espírito Santo. Mas essa proposta, a acontecer, estará sempre sujeita às condições do Banco Central europeu entender impor.

Logo que seja concretizada a venda, a instituição perde o estatuto de banco de transição e fica legalmente liberta da proibição de assumir a responsabilidade pelo reembolso.

A Direção Geral da concorrência da união europeia também deverá ter uma palavra a dizer sobre uma eventual oferta relativa aos títulos de dívida do GES. Isto porque, após a venda, o Novo Banco, ainda deverá ficar sujeito às regras europeias sobre as ajudas do Estado, pelo facto de ter sido criado com dinheiro do Fundo de Resolução.

Para os três candidatos à compra do Novo Banco (Fosun, Anbang e Apollo) o problema é uma questão de reputação e relação comercial. Mas a posição final só surgirá depois de finalizada a compra da instituição.