A Caixa Geral de Depósitos (CGD) reestruturou, em 2013, mais de 25 mil contratos de crédito à habitação, ligeiramente acima dos que tinha renegociado no ano anterior, escreve a Lusa.

O presidente executivo da CGD, José de Matos, disse hoje em conferência de imprensa que o banco público renegociou por vontade do cliente ou por sinalização da própria instituição mais de 25 mil empréstimos à habitação.

«Reestruturamos 25.508 operações de crédito à habitação em 2013 para adequar as condições de pagamento à capacidade de pagar das famílias e isso fez-se com custo para a nossa margem financeira», afirmou José de Matos, na sede da CGD em Lisboa, comparando este valor com as 24.503 operações renegociadas em 2012.

O gestor público disse ainda que, o ano passado, «foram entregues cerca de 1900 casas por dificuldades dos clientes em pagar o crédito e que a CGD vendeu também cerca de 1900 casas que tinha em balanço, tendo agora um stock de imóveis de 5.677 casas relacionadas com crédito à habitação». O valor conseguido com a venda de imóveis não foi indicado, apesar de questionado sobre isso.

A CGD é tradicionalmente um banco muito ligado ao crédito à habitação, estando agora a direcionar-se para as empresas. A quota de mercado do crédito às empresas cresceu de 17,3% para 18,2% entre dezembro de 2012 e o mesmo mês do ano passado, mas o crédito a empresas da CGD em Portugal caiu para 21.935 milhões de euros.

A CGD apresentou hoje um prejuízo histórico de 575,8 milhões de euros, acima dos 394,7 milhões de euros negativos de 2012 e mesmo dos 488,4 milhões de euros de 2011, então um resultado negativo recorde no banco público.