A Caixa Geral de Depósitos prossegue o plano de racionalização da rede de agências no mercado doméstico e encerrou 19 balcões no ano passado, reduzindo o quadro de pessoal em 232 funcionários, revelou o presidente José de Matos.

O líder do banco público destacou que, só nos dois primeiros meses de 2015, serão fechadas mais 21 agências, fruto do trabalho desenvolvido no ano passado, e que os números relativos aos trabalhadores dizem respeito aos efetivos.

«Esperamos continuar a ter uma redução de efetivos. Tem sido feito por reformas. Vamos tentar acelerar mais esse processo com o recurso às pré-reformas para a racionalização dos nossos recursos humanos», avançou.

Ainda assim, José de Matos disse que deve ser um processo natural, «sem ruturas e conflitos desnecessários, porque não é altura para isso».

«As condições da atividade bancária em Portugal são muito desafiantes e muito exigentes. Temos feito um esforço para racionalizar a nossa rede de agências e a mão-de-obra que usamos», afirmou durante a divulgação das contas de 2014, que revelam uma redução dos prejuízos em 40%.

O responsável considerou que «os trabalhadores da CGD têm feito um trabalho notável em condições particularmente difíceis. Isto, porque a CGD tem estado imposta a constrangimentos do ponto de vista do Orçamento do Estado», que disse compreender, mas que criam «dificuldades para uma entidade que atua num cenário de concorrência».

Mas, realçou, «esses aspetos também vão normalizar, porque a economia está a normalizar».

E concluiu: «Não obstante as condições muito difíceis de funcionamento, a CGD desempenhou o seu papel com muita competência nestes últimos anos».