O BPI reduziu o seu quadro de pessoal em 144 trabalhadores nos últimos 12 meses, comparando setembro deste ano com o mesmo mês do ano passado, tendo os custos com a estrutura caído 16,7% no mesmo período.

O banco liderado por Fernando Ulrich divulgou esta quarta-feira os resultados até setembro, quando teve lucros de 151 milhões de euros entre janeiro e setembro, valor que compara com o prejuízo de 114,3 milhões de euros apurado em igual período de 2014.

Como tem sido habitual, nestes resultados são também visíveis os cortes na estrutura que o banco tem feito, sobretudo no número de empregados, que na atividade doméstica eram de 5.934 no final de setembro.

Comparando com os dados de setembro do ano passado, quando tinha 6.078 funcionários, nos últimos 12 meses o BPI cortou 774 postos de trabalho.

Quanto a custos de estrutura, em setembro de 2015 o BPI tinha gastos de 370 milhões de euros (sem contar com os custos de reformas antecipadas), neste caso apenas menos 1,9% do que em setembro de 2014.

A rede de distribuição, por seu lado, contava no final de setembro com 495 agências em território português, menos 51 do que 2014.

O presidente do BPI, Fernando Ulrich, disse hoje na apresentação dos resultados do terceiro trimestre que o banco fechou já este ano todas as agências que tinha programado, adiantando que o corte de custos é "uma tendência que tem de se manter" a médio prazo, mas que não prevê que nada aconteça no imediato,

Face a 2008, quando o banco estava em expansão, o BPI tem hoje menos 1833 colaboradores, ou seja, menos 24% em termos relativos. Já os custos com a estrutura reduziram-se em 16,7%.

Em 2008, o BPI contava com 807 balcões em Portugal.