Os acionistas do BPI decidiram manter o limite máximo de 20% dos direitos de voto, ou seja, votaram contra a desblindagem de estatutos, revela a Reuters.

Recorde-se que esta era uma condição para o sucesso da OPA do Caixabank sobre o BPI.

Esta foi a segunda tentativa dos acionistas para votarem sobre a desblindagem dos estatutos, após a 29 de Abril terem deliberado o adiamento da anterior AG.

O BPI disse, em comunicado, que a proposta precisava de 75% dos votos expresso para aprovação mas obteve apenas 52,45%.

O Caixabank é o maior acionista com 44,1% do BPI e, em 17 de Fevereiro, lançou uma Oferta Pública de Aquisição geral a 1,329 euros por cada ação do BPI.

A OPA do Caixabank foi rejeitada pela Administração do BPI pois o preço oferecido é muito baixo, exigindo uma grande subida até aos 2,26 euros por acção para reflectir o real valor do banco e uma repartição igualitária de sinergias.

O Caixabank enfrentou uma opositora de peso: a empresária angolana Isabel dos Santos, que é a segunda maior acionista com 18,6% e queria uma votação rápida para forçar a clarificação da OPA dado que esta condiciona a ação do BPI.