O BES acusa o BES Angola de ter impedido a representante português da instituição de participar na assembleia geral de acionistas em Luanda, e não reconhece legalidade às medidas acordadas.

 

Nesta reunião foram discutidas as medidas extraordinárias de saneamento, a determinação de uma nova estrutura acionista e eleição dos órgãos sociais do banco. O banco vai mudar de nome, para Banco Económico, e segundo o Jornal de Negócios, a Sonangol vai passar a deter 35% do capital.

 

Em comunicado enviado à Comissão de Mercado e Valores Mobiliários, o BES informa que foi informado que a reunião não teria lugar no dia 28, como inicialmente estipulado, mas no dia 29, «não tendo sido fornecidos quaisquer documentos ou propostas sobre os pontos em discussão».

 

Apesar disso, «o BES comunicou que se faria representar na AG, através da mandatária que indicou para o efeito», mas «sob o pretexto de se ter atrasado, foi impedida de participar na reunião», escreve o banco.

 

O BES lembra que (ainda) detém 55,71% do capital do BESA, e que por isso, «seria necessário que todos os acionistas estivessem presentes na reunião, «o que não sucedeu».

 

O BES considera por isso, que «quaisquer decisões que tenham sido tomadas pelos acionistas presentes na referida reunião são inválidas e ineficazes, pelo que irá agir em conformidade», conclui o comunicado enviado à CMVM.