A garantia soberana que o presidente de Angola concedeu ao BES Angola foi confirmada pelo ministro das Finanças angolano, uma garantia exigida pelo Banco de Portugal para aceitar a validade do aval nas contas do BES relativas a 2013, e que dá margem ao BES e restantes acionistas do BESA para contestarem judicialmente a decisão do Banco Nacional de Angola de revogar a garantia assinada por José Eduardo dos Santos, revela o Jornal de Negócios.

 

A validade da garantia do presidente angolano foi assumida pelo ministro das Finanças, numa carta enviada ao presidente executivo do banco angolano, com data de 7 de janeiro de 2014. No entanto a 4 de agosto, um dia depois do Banco de Portugal anunciar o resgate ao BES, o BNA decide intervir no BESA, nomeando dois administradores provisórios e revogando a garantia soberana.

 

Como acionista do BESA, prestes a perder a sua posição na sequência da intervenção do BNA, o BES pode ainda contestar a decisão do supervisor angolano.