A auditoria forense ao BES já concluiu quatro das cinco linhas de investigação. E confirma muitas das desconfianças que já era públicas. Em causa, segundo o jornal i, estão suspeitas de quatro ilícitos contra-ordenacionais especialmente graves, não só em Portugal, mas no Panamá, Suíça, Luxemburgo e Angola.

Os trabalhos apontam para indícios de que alguns membros da anterior comissão executiva do banco, liderado por Ricardo Salgado, terá praticado atos dolosos de gestão ruinosa, falsificado a contabilidade, desobedecido a determinações do Banco de Portugal e prestado informações incompletas ou faltas ao supervisor.

A sociedade suíça Eurofin está no centro de um esquema que terá permitido tirar pelo menos 800 milhões de euros ao BES numa altura em que a família Espírito Santo já tinha indicações de que seria afastada do banco.

A fase de recolha de prova está terminada, mas falta produzir os relatórios. Depois as suspeitas serão enviadas para o Ministério Público.

O Banco de Portugal abriu, até ao momento, cinco processos contra-ordenacionais contra a anterior gestão do BES.