O BCP reduziu prejuízos para 98,3 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, o que compara com os 597,3 milhões registados em igual período do ano passado.

Segundo revelou o banco em comunicado enviado à CMVM, «este comportamento foi potenciado pelo aumento do contributo da atividade internacional e pela evolução favorável da rendibilidade da atividade em Portugal, suportada no desempenho positivo do produto bancário, nomeadamente, da margem financeira e dos resultados em operações financeiras».

O comunicado da instituição mostra ainda que entre os fatores que contribuíram para a melhoria do resultado líquido do banco liderado por Nuno Amado está o aumento homólogo de 28,9% da margem financeira para 791 milhões de euros, «repercutindo já o impacto associado ao reembolso antecipado dos instrumentos financeiros híbridos subscritos pelo Estado português (CoCo), no montante de 2.250 milhões de euros».

A isto somam-se os ganhos em operações financeiras relacionados com títulos de dívida pública portuguesa e os ganhos de 69,4 milhões de euros na venda da totalidade das participações de 49% em associadas que operavam exclusivamente no ramo de seguros Não Vida.

Pela negativa, nota para os juros associados à emissão de CoCo (cujo custo ascendeu a 162,8 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano).

Já as operações de liability management (mecanismo de gestão de balanço) ocorridas em 2011 tiveram um peso negativo de 118,6 milhões de euros no resultado líquido hoje apresentado ao mercado.

Depois, está o reforço das imparidades para riscos de crédito refletindo os impactos contabilísticos do AQR ( asset quality review) – exercício de capital do Banco Central Europeu (BCE) – no terceiro trimestre, no montante de 313,5 milhões de euros.

Por fim, está a apropriação de resultados em operações descontinuadas e em descontinuação (34,1 milhões de euros negativos).