O Millennium BCP começou a semana na bolsa a afundar e a bater um novo mínimo histórico, quando caía 9%, para dois cêntimos por ação. O banco liderado por Nuno Amado acabou por terminar o dia muito próximo deste valor, ao registar uma queda de 8,2%, para 2,02 cêntimos por título, na quarta sessão consecutiva a desvalorizar.

No espaço de duas semanas, o maior banco privado português perdeu 33% do seu valor e tem agora uma capitalização bolsista de apenas 1192 milhões de euros.  

As ações do BCP continuam a ser alvo da especulação dos investidores, que receiam um eventual aumento de capital da instituição, apesar do presidente executivo Nuno Amado já ter afastado esse cenário.      

"Não há notícias, são os mesmos fatores que levaram às quedas recentes a continuarem a pesar, especialmente os receios sobre a necessidade de um aumento de capital," disse Gualter Pacheco, trader da Go Bulling, em declarações à Reuters.

O mesmo analista recordou que as ações do BCP têm registado quedas fortes desde há duas semanas, pressionadas pela saída do indíce MSCI Global, por um 'research' do Goldman Sachs a incluir o banco português entre "os mais expostos" a comparações com o Banco Popular espanhol, que surpreendeu o mercado com um aumento de capital.

Em entrevista à agência Reuters, na semana passada, o presidente executivo do Millennium BCP, Nuno Amado, disse que o banco vai manter uma  grande disciplina financeira, negando a intenção de fazer qualquer aumento de capital relacionado com uma candidatura à compra do Novo Banco.