Os acionistas do Banco Comercial Português aprovaram em assembleia geral a adoção do regime especial aplicável aos ativos por impostos diferidos, cujo objetivo é a melhoria dos seus rácios de capital, informou a instituição bancária.

Em comunicado divulgado através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, o BCP diz terem estado presentes na reunião magna de acionistas, que decorreu na quarta-feira, detentores de 47,33% do capital social.

Desde 26 de agosto que os bancos podem aderir ao regime especial que lhes permite transformar em créditos fiscais os impostos diferidos originados pelas imparidades do crédito e pelos benefícios atribuídos aos empregados, uma medida há muito reivindicada pelo setor.

Para entrarem neste regime, os bancos têm de fazer o pedido de adesão à ministra das Finanças e de aprovar essa adesão em assembleia geral.

Além do BCP, também o BPI agendou, para sexta-feira, uma assembleia geral de acionistas com o mesmo objetivo.

No caso do BCP, o acesso a este regime permite-lhe aumentar os fundos próprios em 1,3 mil milhões de euros (com um impacto positivo de 2,86% no rácio de capital), enquanto no BPI equivale a um aumento de capital de cerca de 200 milhões de euros e tem um impacto no rácio de capital de 1,25%.

Na assembleia geral do BCP foi ainda ratificada a cooptação de Raquel Vunge como vogal não executiva do Conselho de Administração, para preencher a vaga criada pela renúncia de César Paxi.