O BCP vai antecipar em dois anos e meio o objetivo fixado por Bruxelas de alcançar um quadro de pessoal de 7.500 funcionários até 2017, escreve o Diário Económico. Significa isto que o banco quer fazer sair da instituição 687 trabalhadores nos próximos cinco meses.

Os novos planos foram transmitidos ao sindicato dos bancários na semana passada. Para acelerar a redução de custos com o pessoal, estão a ser entregues cartas aos funcionários visados, anunciando que o banco não tem condições para assegurar o seu posto de trabalho.

O Memorando de Entendimento acordado entre bancos e sindicatos, no final de 2013, surgiu na sequência do plano de reestruturação aprovado pela DG-Comp que, após a ajuda estatal de três mil milhões de euros ao BCP, em 2013, impôs a redução dos custos com pessoal em 135 milhões de euros até 2017.

A Federação que integra os sindicatos do Norte, Centro, Sul e ilhas denuncia aquilo que considera ser «o caráter intimidatório» das cartas que estão a ser entregues aos trabalhadores, no âmbito do processo de rescisões em curso.