O Banif contratou a empresa espanhola N+1 para ajudar a definir o futuro do banco, apurou o Diário Económico. A financeira tem um vasto currículo na assessoria de operações de venda de ativo de bancos.

O banco está a realizar um esforço em duas frentes: por um lado, tenta encontrar um investidor privado que compre a posição do Estado, que representa 60,5% do capital, devido às ações especiais detidas pelo Tesouro.

Por outro, o banco tenta vender ativos problemáticos, com vista a facilitar o processo de venda da referida participação estatal no Banif.

A empresa espanhola assessorou recentemente a venda de uma carteira de crédito malparado do Banco Popular, no valor de 459,3 milhões de euros, concluída a 27 de novembro.

A administração do banco está em contactos com vários investidores internacionais, com o objetivo de garantir que estes comprem pelo menos parte das ações especiais detidas pelo Estado e realizem um reforço de capital na ordem dos 150 milhões de euros.