O banco francês Société Générale, os britânicos HSBC e Barclays e o alemão Deutsche Bank foram objeto de uma queixa de um particular na justiça dos EUA, que os acusa de manipulação do preço do ouro.

Na sua queixa, apresentada perante um tribunal do sul de Manhattan, em Nova Iorque, Kevin Maher, um particular que investiu no ouro, explicou que estes quatro bancos e o canadiano Bank of Nova Scotia «violaram a lei».

Garantiu ter «boas razões» para acreditar que entre 01 de janeiro de 2004 e hoje, estas cinco instituições concertaram-se para manipular os preços do ouro.

«Esta queixa não tem fundamento e a Société Générale vai refutá-la», reagiu esta instituição financeira, em comunicado.

Maher já disse que tenciona reunir outros investidores que se considerem lesados para apresentar uma ação em nome coletivo.

A fixação do preço de onça do metal amarelo em Londres é feita por via eletrónica duas vezes por dia, de manhã e ao início da tarde, por um conjunto de cinco bancos, a saber, Barclays, Deutsche Bank, HSBC, Société Générale e Bank of Nova Scotia.

Este preço de referência é utilizado pelas companhias mineiras e os bancos centrais para avaliar o valor dos metais.

Afeta diretamente os preços das joias, mas sobretudo as receitas das empresas auríferas e os preços a pagar pelos refinadores e tem ainda um efeito direto sobre as ações ligadas ao ouro.

Este preço de referência teria sido manipulado desde há vários anos pelos bancos encarregados de o estabelecer, estimam os analistas citados pela agência Bloomberg.

Esta nova queixa soma-se a inquéritos promovidos por autoridades de regulação de vários países sobre as manipulações alegadamente ocorridas nas taxas de juro interbancárias de referência internacional Libor e Euribor e no enorme mercado de câmbios.