A auditoria forense às contas do BES ainda não está concluída. Segundo fonte adiantou à TVI, as inquirições e as entrevistas já foram concluídas pela consultora Delloite, mas o relatório ainda não está finalizado, e, portanto, não estará pronta antes do arranque da comissão de inquérito do BES, no início da próxima semana.

Aliás, segundo a fonte, a existir matéria criminal, o processo será imediatamente enviado para a Procuradoria-Geral da República, ficando o caso em segredo de justiça.

A auditoria forense, composta por uma equipa tripartida que inclui especialistas do Banco de Portugal, da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e da Deloitte arrancou a 29 de julho.

Os peritos passaram a pente fino todas as matérias relacionadas com a gestão de carteiras, com a gestão de patrimónios, com as contas e com a comercialização de instrumentos financeiros.

Mas para já, os auditores perderam o rasto a 1500 milhões de euros, que foram levantados por ordem direta do ex-presidente do banco, Ricardo Salgado, o então administrador financeiro, Amílcar Morais Pires e Isabel Almeida, diretora financeira do BES, à data.

Este dinheiro foi depositado em quatro offshores nas ilhas britânicas e também no Panamá, mas depois disso perdeu-se o rasto.

Os avultados levantamentos de dinheiro nos últimos dias da gestão de Ricardo Salgado violaram as ordens diretas do Banco de Portugal, que desde finais de 2013 impunha limitações à movimentação de dinheiro entre o BES e as participadas do Grupo Espírito Santo.