A greve dos trabalhadores da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) na sexta-feira registou uma adesão de 30 a 35%, disse à agência Lusa Jorge Costa, dirigente do Sindicato Nacional dos Motoristas.

A paralisação, de 24 horas, constituiu uma forma de protesto contra a redução de 50% no pagamento das horas em dia feriado.

Esta foi a última paralisação do ano em dia feriado, depois de, em 2013 e 2014, os trabalhadores da rodoviária terem entregado um pré-aviso de greve para todos os feriados do ano.

O dirigente sindical já informara a Lusa da entrega de um novo pré-aviso de greve para o feriado de 01 de janeiro, estando em análise o prolongamento do protesto a todos os feriados de 2016.

A remuneração relativa às horas extraordinárias sofreu alterações nos últimos anos, devido a medidas implementadas pelo Governo de Pedro Passos Coelho e, em 2012, através de uma alteração ao Código do Trabalho, o valor pago pelo trabalho suplementar foi reduzido para metade.

Porém, cumprindo uma decisão do Tribunal Constitucional, a 01 de janeiro deste ano, o anterior Governo deixou cair a medida, pelo que os trabalhadores abrangidos por contratos coletivos de trabalho devem receber o pagamento a 100%.

Segundo Jorge Costa, na STCP não foi reposto o pagamento a 100% pelo trabalho prestado em dia feriado.

Contactada pela Lusa, fonte oficial da STCP garantiu que a empresa “cumpre escrupulosamente a lei”.