Tanto as exportações como as importações cresceram pouco no ano passado, sendo que as segundas mais do que as primeiras. O Instituto Nacional de Estatística revelou hoje os dados provisórios para o comércio internacional em 2016.

Os bens vendidos ao estrangeiro aumentaram 0,8% e as importações subiram 1,5% face a 2015, o que resultou num agravamento do défice comercial para 11.221 milhões de euros.

As exportações de bens totalizaram 50.022 milhões de euros, o que corresponde então ao aumento nominal de 0,8% face ao ano anterior, e o valor das importações de bens aumentou 1,5%, totalizando 61.243 milhões de euros.

Quanto ao défice da balança comercial, está em causa um aumento em 510 milhões de euros face ao ano anterior para os tais 11.221 milhões.

O INE revela ainda que as empresas portuguesas exportadoras mantiveram em 2016 uma “elevada exposição” a apenas um mercado, com 69,9% a vender só para um país, nomeadamente Angola, Espanha e EUA. Ainda assim, esta dependência tem diminuído desde 2010.

Relativamente a este ano de 2017, os últimos dados do INE apontam para no mesmo sentido de que as exportações continuam a crescer menos do que as importações. Em julho, os bens vendidos para fora aumentaram 4,6%, enquanto os bens comprados ao estrangeiro cresceram 12,8%. Comparando umas com as outras, quase o triplo de diferença.