A zona euro registou um excedente no comércio internacional de bens com o resto do mundo de 13,1 mil milhões de euros em setembro, contra 8,6 mil milhões verificados um ano antes, segundo dados divulgados esta segunda-feira pelo Eurostat.

De acordo com as primeiras estimativas para setembro de 2013 publicadas pelo gabinete oficial de estatísticas da União Europeia (UE), no conjunto dos 28 países da União Europeia também se verificou, em setembro último, um excedente comercial, de 0,6 mil milhões de euros, em comparação com um défice de -14,5 mil milhões verificado em setembro de 2012.

Na zona euro, o excedente comercial de 13,1 mil milhões de euros de setembro deste ano supera também aquele que havia sido verificado em agosto, comparando em termos homólogos, de 6,9 mil milhões de euros (contra 5,1 mil milhões em agosto de 2012).

Na comparação mensal, entre agosto e setembro deste ano, as exportações subiram 1%, enquanto as importações caíram 0,3% na zona euro, enquanto no conjunto da UE as exportações subiram duas décimas (0,2%) e as importações caíram outro tanto (-0,2%) indica o Eurostat.

Entre os 28 Estados-membros, a Alemanha continua a registar, de forma destacada, o maior excedente comercial em 2013, com +127,8 mil milhões de euros entre janeiro e agosto de 2013, seguida, de longe, pela Holanda (+36 mil milhões) e pela Irlanda (+25,3 mil milhões).

Na semana passada, no quadro do «mecanismo de alerta de desequilíbrios macroeconómicos», a Comissão Europeia anunciou a abertura de uma investigação aprofundada à Alemanha para examinar os seus excedentes comerciais, que considera desequilibrados, anunciou o presidente do executivo europeu.

Durão Barroso ressalvou que «a Europa não está contra a competitividade» da Alemanha, mas que esta «pode fazer mais» para apoiar o crescimento europeu.

No lado oposto, a França, com -50,1 mil milhões de euros, registou o maior défice comercial, seguida do Reino Unido (-44,5 mil milhões) e da Grécia (-12,9 mil milhões).

Já Portugal regista, entre janeiro e agosto deste ano, um défice comercial de -5,8 mil milhões de euros, menor do que aquele em idêntico período do ano passado (-7,0 mil milhões de euros), sobretudo devido a um crescimento de 3% das exportações na comparação homóloga (31,5 mil milhões de euros nos primeiros oito meses deste ano, mais mil milhões que o valor verificado entre janeiro e agosto de 2012).