A transportadora aérea Azul, de David Neeleman, um dos sócios que comprou 66% da TAP, teve prejuízos de 236 milhões de reais (53,4 milhões de euros) nos primeiros seis meses do ano.

Os resultados da empresa brasileira, divulgados na página do regulador brasileiro (ANAC), revelam que a transportadora aérea passou de ter lucro, no primeiro trimestre, a ter prejuízo, no semestre, isto embora a receita líquida tenha subido 10% (cerca de 314 milhões de euros).

O desequilíbrio aconteceu por causa dos custos, que se agravaram quase 26%, para 292 milhões de euros.

Mas não é só a Azul que tem resultados no vermelho: a desvalorização do real face ao dólar, que atingiu cerca de 55%, o alto preço dos combustíveis no Brasil e a subida das tarifas aeroportuárias, estão na origem das dificuldades financeiras das transportadoras aéreas brasileiras.

A Autoridade da Concorrência deu luz verde à compra de 66% TAP pela Atlantic Gateway no ínicio de outubro. Em comunicado, a AdC dizia que decidiu não se opor ao negócio.

A privatização da TAP foi aprovada pela Autoridade Nacional de Aviação Civil no dia 13 deste mês, o visto que faltava para a concertização do negócio. No entanto, a ANAC impõe a revisão dos estatutos da Atlantic Gateway para clarificar que Humberto Pedrosa é quem controla efetivamente o consórcio. 

Mas a privatização da TAP pode estar em risco, apurou a TVI. O Estado comprometeu-se, no contrato de venda, a reestruturar a dívida, mas já passaram 4 meses e ainda não há solução à vista.