A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública saiu hoje da reunião no Ministério das Finanças com vários compromissos por parte do Governo, entre eles que os cerca de 500 funcionários públicos que estavam na requalificação passarão a receber o salário.

À saída do encontro Ana Avoila mostrou-se satisfeita e disse trata-se de uma prova de que "vale a pena lutar".

Os trabalhadores que neste momento têm cortes de salários vão deixar de ter porque passam para a figura da valorização profissional”, referiu Avoila.

Uma vitória que faz parte de um conjunto de propostas que o Governo, na figura da secretária de Estado da Administração e Emprego Público, Carolina Ferra, terá aceite.

Mesmo assim, Avoila não deixa de se revelar cética e lá vais dizendo “mas ainda falta uma parte. Vamos ver o documento que nos vão entregar já limpo [no dia 19]”.

É que há matérias que, não opinião da coordenadora da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, tem que ser resolvidas e às quais o Governo ficou de dar resposta.

Concretamente os incentivos aos trabalhadores que optem pela mobilidade territorial. Para Avolia, o fato de se ter conseguido que a mobilidade aconteça só por vontade do trabalhador não é suficiente.

Acrescem mais três temas, sobre os quais a Frente Comum já ameaçou tomar outro tipo de medidas, caso não avancem – leia-se greve.

São eles, os aumentos salariais, o descongelamento de carreiras e as 35 horas de trabalho para todos.

O novo regime de valorização profissional, que irá substituir a polémica requalificação dos funcionários públicos excedentários, não implicará assim cortes salariais e, desta feita será para todos. 

"Não haverá alguém na bolsa de disponíveis. Todos os que forem para a valorização profissional será colocados", acrescentou Avolia.

Um sistema que no máximo, dos máximos, estará operacional em janeiro.

Ao início da tarde, Helena Rodrigues, da  Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) também tinha aplaudido o fim da requalificação e a possibilidade criação de um regime de exceção para os trabalhadores que, não querendo voltar à atividade – e estando próximo dos 55 anos - tenham a hipótese “de irem para a aposentação”.