A francesa Vinci vai investir 275 milhões de euros até 2018 nos aeroportos da sua subsidiária portuguesa, a gestora aeroportuária ANA, visando aumentar a capacidade após o número de passageiros ter tido um disparo homólogo de 9,4% para 34 milhões nos oito meses de 2014, anunciou a Vinci.


Em Dezembro de 2012, o Governo decidiu vender a gestora aeroportuária ANA Aeroportos à Vinci por 3.080 milhões de euros, permitindo a Portugal ultrapassar largamente a meta de encaixe com receitas de privatização imposta pela troika para o fim de 2013.

«Para aumentar a capacidade e qualidade da oferta vão ser investidos 275 ME até 2018 para aumentar a capacidade dos aeroportos e melhorar a experiência do passageiro em toda a rede são os principais objetivos», afirmou a Vinci em comunicado citado pela Reuters.

Explicou que «o montante de investimento pretende dar resposta às necessidades operacionais dos aeroportos portugueses que, após a privatização, viram aumentar em seis o número de companhias a operar de forma regular, com a criação de 73 novas rotas e destinos».

A ANA é responsável pela gestão dos aeroportos em Portugal Continental: Lisboa, Porto, Faro e terminal civil de Beja , nos Açores: Ponta Delgada, Horta, Santa Maria e Flores e na Madeira: Madeira e Porto Santo.

«O contrato de concessão com o Governo introduziu um novo paradigma no modelo de exploração que está a potenciar a tendência de crescimento dos aeroportos portugueses, levando aeroportos e companhias aéreas a trabalharem em conjunto com vista ao crescimento saudável e sustentável do tráfego aéreo», referiu.

A Vinci lembrou que «o modelo regulatório imposto pelo Governo antes da privatização só permite que as taxas aeroportuárias possam ser aumentadas a preços constantes se houver crescimento de tráfego e obriga à respetiva redução em caso de perda».

«As subidas de taxas nos aeroportos da rede ANA têm, no entanto, vindo a evoluir de forma equilibrada e estão, neste momento, em Lisboa, 22,2% abaixo da média do grupo de aeroportos de comparação, nomeadamente Madrid, onde o valor se situa 78% das taxas praticadas na capital portuguesa», disse.