O Tribunal Arbitral define esta segunda-feira os serviços mínimos para a greve da TAP, marcada entre os dias 27 e 30 de dezembro.

O Governo d ecretou a requisição civil, na passada quinta-feira, o que obriga 70% dos trabalhadores a apresentarem-se ao serviço.

A companhia aérea pretende que o Conselho Económico e Social declare a realização obrigatória de 20% dos voos programados para os quatro dias de paralisação.

Se assim for, serão realizados 228 dos mais de 1800 voos previstos.

Os sindicatos reconhecem que os serviços mínimos são para cumprir. De acordo com o Diário Económico, a plataforma sindical não vai avançar com uma providência cautelar para travar a requisição civil.

O presidente da TAP, Fernando Pinto, alertou na passada sexta-feira que a sobrevivência da companhia aérea está em risco «caso se prolongue a instabilidade atual», convidando os trabalhadores a «a refletir na melhor forma de contribuir para a salvaguarda do futuro TAP».

«[…] Nesta conjuntura, sinto ser meu dever dizer claramente: a sobrevivência da TAP está em risco caso se prolongue a instabilidade atual e se não normalizarmos rapidamente a relação de confiança com o nosso mercado. Se tal não acontecer, com urgência, de pouco importará saber se a TAP deve ser pública ou privada», afirmou Fernando Pinto, numa carta enviada aos trabalhadores da companhia, a que a Lusa teve acesso.