O ministro da Economia ainda acredita que seja desconvocada a greve dos pilotos da TAP, que dura dez dias e começa às 24:00.

Em declarações aos jornalistas, Pires de Lima sublinhou acreditar que os pilotos reconsiderassem, tivessem o “bom-senso e a responsabilidade” que permitisse desconvocar a greve.

“Lamentaríamos profundamente esta decisão tão radical”, acrescentou o ministro, reiterando que dos nove sindicatos que assinaram o acordo a 23 de dezembro, apenas o sindicato dos pilotos "insiste em questionar”.

Pires de Lima disse não querer adiantar mais, até porque espera que antes da meia-noite o SPAC acabe por desconvocar a greve.

Esta noite, em conferência de imprensa, o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil afirmou "lamentar" que os pilotos tenham sido "obrigados" a chegar à greve, acrescentando que não podem "continuar reféns de uma gestão ruinosa". 

O sindicato diz que em causa estão o "incumprimento de acordos" com os pilotos. As contrapartidas oferecidas não foram suficientes, garantem.

A TAP fala de um “impacto brutal” da greve de dez dias dos pilotos, estimando que possa representar perdas diretas de cerca de 70 milhões de euros, sem contar os custos para a imagem. As contas feitas pelo SPAC não ultrapassam os 30 milhões de euros, menos de metade do valor avançado pela companhia.   

Os pilotos associados do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) que estejam fora da base quando começar a greve têm o regresso a casa suportado pela estrutura sindical, bem como a compensação pelos dias de paralisação