O primeiro-ministro manifestou-se esta quinta-feira surpreso com a possibilidade de o Sindicato de Pilotos da TAP pôr em causa o acordo estabelecido com o Governo e recorrer à greve, e afirmou esperar que isso não aconteça.

«Eu espero que isso não venha a acontecer, porque o acordo que foi alcançado está a ser respeitado pelo Governo, e normalmente nós gostamos que os acordos que vamos fazendo possam ser respeitados», declarou Pedro Passos Coelho aos jornalistas, à margem de uma conferência sobre investimento em Portugal, na Fundação Champalimaud, em Lisboa.

O chefe do executivo PSD/CDS-PP reagiu à posição do Sindicato dos Pilotos da TAP «com surpresa, porque na altura foi alcançado um acordo», e rejeitou que sejam invocadas condições fora do texto escrito acordado: «Quando se faz um acordo que é reduzido a escrito, não há ambiguidade naquilo que se acorda. Aquilo que se acorda é aquilo que está no texto do acordo. O que está no acordo foi subscrito pelos dois parceiros, o que não está no acordo não foi acordado evidentemente».

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) considerou na quarta-feira que as negociações com a TPA e a PGA (Portugália Airlines) sobre os acordos de empresa estão num impasse e marcou assembleias de empresa na próxima semana para os pilotos decidirem o que fazer.