A TAP disse este domingo que a maioria dos voos cancelados devido à greve dos tripulantes de cabine que se realizou nesse dia não tinha passageiros e que mais de um terço da operação programada foi realizado.

Tripulantes de cabine da TAP cumpriram entre as 00:00 e as 24:00 de domingo o primeiro de dois dias de greve para exigir o cumprimento do acordo de empresa em vigor desde 2006, após conversações do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil com a empresa que este considerou infrutíferas.

Fazendo um balanço do primeiro dia de greve, o porta-voz da TAP, André Serpa Soares, disse à agência Lusa que «mais de um terço da operação total que estava programa para domingo foi realizado».

Segundo André Serpa Soares, a TAP tinha 288 voos programados para domingo, tendo sido 78 garantidos pela Portugália e 26 em serviços mínimos.

O porta-voz da TAP referiu também que «a maioria dos voos cancelados não tinha passageiros», uma vez que a empresa, desde que recebeu o pré-aviso de greve, há mais de um mês, fechou imediatamente as vendas e contactou os clientes que tinham comprado bilhetes, para encontrar uma alternativa.

Já o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil, num balanço feito à Lusa a meio da tarde de domingo, falou numa adesão maciça à greve.

«Em termos de adesão está a correr muito bem, melhor até do que no primeiro período da greve, onde tivemos uma adesão de 98%», disse à agência Lusa o dirigente sindical Nuno Fonseca.

A TAP destacou ainda a «enorme tranquilidade» no aeroporto de Lisboa, que a Lusa constatou no local, onde o ambiente era efetivamente tranquilo, com pouquíssimos passageiros a deslocar-se ao balcão de informações da companhia solicitando apoio para voos cancelados.

A 15 de outubro, o sindicato entregou um pré-aviso de greve de quatro dias, repartido em dois períodos: o primeiro foi a 30 de outubro e 01 de novembro e o segundo cumpriu-se no domingo e termina na terça-feira.